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Justificativa

Quando o assunto de que tratamos é energia, pode-se pensar em diversas fontes alternativas, entretanto, a tecnologia para extração e captação, o transporte, o uso, o descarte dos rejeitos, o impacto ambiental e, lógico, custo, deve ser produzido de forma racional. A interação profissionalizada, com zelo, do exposto acima leva a necessidade da conscientização global. A conscientização global começa desde a educação básica a mais especializada, que deve atingir todos os segmentos da sociedade para que se tenha uma resposta benéfica e primordial.

Em função das crises energéticas (do petróleo em 1972 e 1979 e o apagão entre 2001 e 2002) e o aumento dos juros internacionais, e na busca da sustentabilidade, as empresas, órgãos governamentais e sociedade tem buscado diversas alternativas objetivando a racionalização do consumo de insumos energéticos tais como o desenvolvimento de projetos com o objetivo de identificar oportunidades de melhorias nos equipamentos e nos processos.

Cada vez mais, a questão energética tem estado presente nas decisões, não só pelo aspecto de custo, mas também pelas implicações climáticas que as emissões associadas ao consumo de energia acarretam.

A maneira como utilizamos a energia elétrica é uma questão chave neste processo e por isso o aumento da eficiência energética das operações nas empresas é imprescindível para se atingirem os objetivos do novo modelo de desenvolvimento, tanto pela diminuição da intensidade energética global, como pelo aumento dos correspondentes resultados econômicos.

A eficiência energética constitui-se como uma valiosa oportunidade para as empresas, mais uma vez, se afirmarem como parte da solução, com criação de valor real para o negócio e simultaneamente para a sociedade e para o ambiente.

A agenda 2020 do Rio Grande do Sul prevê a implantação de um plano estadual de eficiência energética que seja capaz de reduzir desperdícios gerando uma economia de cerca de 20% nas indústrias, 20% nas residências e 35% no setor público. Entre as ações a serem postas em prática, está a substituição de equipamentos e processos obsoletos por outros de última geração e "dar continuidade aos Programas de Capacitação de Servidores Públicos e alunos do sistema básico de ensino, para desenvolvimento de ações e hábitos de combate ao desperdício de energia.

Em âmbito nacional, a Lei nº 10.295, de 17 de outubro de 2001 dispõe sobre a Política Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia visando a alocação eficiente de recursos energéticos e a preservação do meio ambiente e delega ao Poder Executivo o estabelecimento de níveis máximos de consumo específico de energia, ou mínimos de eficiência energética, de máquinas e aparelhos consumidores de energia fabricados ou comercializados no País, com base em indicadores técnicos pertinentes.

Já, o Plano Nacional de Energia Elétrica - PNEE 1993/2015 prevê uma economia de 75,82 TWh em 2015, sendo que o maior potencial considerado foi no setor industrial (60%), seguido do setor comercial (21%); residencial (15%) e iluminação pública (4%).

O Plano Nacional de Energia 2030 – Eficiência Energética nos seus volumes 4 e 5 apresenta os mecanismos de promoção para eficiência energética e apresenta as estratégias que o Brasil deve trabalhar para garantir as metas de conservação, ainda descreve e analisa a experiência nacional e internacional das estratégias adotadas pelos governos para o fomento a eficiência, visto que a decisão final da maioria dessas medidas cabe ao consumidor final.

Do conteúdo acima, vê-se que a preocupação energética é muito grande em alguns setores e em determinados países e, por isto, a Universidade Federal de Santa Maria, uma instituição instituição de ensino superior sempre identificada com propostas inovadoras, através do seu Centro de Tecnologia, juntamente com a Coordenadoria de Educação a Distância, preocupados e comprometidos com a comunidade regional e com os profissionais engenheiros e arquitetos oferece o curso de Especialização em Eficiência Energética Aplicado a Processos Produtivos como uma oportunidade de atualização a profissionais que desejam utilizar e/ou desenvolver tecnologias capazes de executar e/ou monitorar serviços, visando o máximo de eficiência na utilização de energia. 

Além disso, o curso desenvolve no profissional a consciência de que tal eficiência de utilização da energia deve garantir a continuidade ou prolongar o uso da fonte dessa energia, preservando o meio ambiente.