No primeiro dia do I Encontro de Grupos de Pesquisa sobre jogo e Educação Física, semana passada (24 e 25), o  Complexo Didático e Artístico do CEFD foi palco do lançamento do livro “Movimento Humano: incursões na educação e cultura” do Prof. Dr. Pierre Normando Gomes-da-Silva da Universidade Federal da Paraíba e do Prof. Dr. Iraquitan de Oliveira Caminha da Universidade Estadual de Pernambuco.

Este livro aborda o modo como pensamos sobre o movimento e como isso ajuda a compor a subjetividade humana. Segundo Gomes-da-Silva, desde a década de setenta se tem certa preocupação com o movimento. Só que no âmbito funcional. Como se o movimento existisse apenas a serviço da saúde. “‘Eu vou caminhar tantas horas porque o médico mandou. Eu vou fazer tal exercício porque ajuda no crescimento’ esse é o modo mais tradicional de abordar o ‘movimento’”, diz ele.

Nesse quadro o conceito de jogo como uma construção da civilização moderna, segundo Gomes-da-Silva, “ficou meio esquecido”. Assim como alguns tipos de público, prossegue ele. Como se o movimento pensado não fosse próprio das pessoas fora de um tipo de corpo referencial, por exemplo, dependentes químicos, idosos e crianças.

A obra trata de uma aliança entre estudos da Alemanha e do Brasil que abordam esse tema de um modo diferente. Por meio da perspectiva da corporeidade nos contextos educacionais e socioculturais, a pergunta que norteia o livro é: “como o indivíduo se faz humano pelas práticas corporais?”. Questão que pretende mobilizar o leitor Educador Físico a encontrar novas formas de ensinar e de aprender como se torna um “ser humano mais integrado consigo e com o outro”. Foram doados exemplares da obra à Biblioteca Central.

 Texto: Vitor Rodrigues, acadêmico do curso de Jornalismo e bolsista do CEFD. Foto: divulgação