Os Caboclos E A Relação Com A Natureza No Norte Do Rio Grande Do Sul

O sul do Brasil, especialmente o norte da Província do Rio Grande do Sul, teve sua paisagem modificada a partir da segunda metade do século XIX como resultado da imigração de europeus, promovida e valorizada pelo governo imperial brasileiro e, depois de 1889, pelo governo republicano. Dessas modificações na sociedade e na paisagem, produzidas pela imigração e pela colonização que continuaram intensas até a década de 1920, algumas são fundamentais: o aumento da densidade demográfica, a apropriação privada e a mercantilização da terra e, com maior interesse, a substituição da mata por roças, estradas e vilas. A história de colonos desbravadores, pioneiros e progressistas, apresentada por pesquisadores e memorialistas, e ainda hoje ensinada nas escolas, ganha outra interpretação na medida em que os historiadores empregam uma abordagem ambiental e tornam visíveis outros atores sociais. É o caso dos caboclos do norte gaúcho e de suas relações com a natureza em uma sociedade que se modificava rapidamente pela implantação de projetos de colonização por imigrantes, num Estado onde predominavam as grandes estâncias de criação de gado.

Marcos Gerhardt


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