Coevolução Gene-cultura

Migrações, mudanças de hábitos e de práticas culturais representam importantes fontes de recente e inédita pressão seletiva na história evolutiva do Homo sapiens moderno. Desse modo, a coevolução entre genes e cultura se mostra como um fenômeno particularmente importante para a nossa espécie. Dificilmente o ser humano teria conseguido colonizar ambientes tão diversos, desde desertos arenosos até as regiões árticas, se tivesse dependido exclusivamente de adaptações biológicas. Cultura pode ser definida de várias formas e diferentes pesquisadores expandiram a abrangência do conceito para práticas e tradições observadas em espécies animais. Porém, é importante destacar que a cultura em nossa espécie é cumulativa e, portanto, bastante diferenciada das práticas e padrões que são transmitidos por aprendizagem e observação entre indivíduos de outras espécies animais. No contexto da coevolução de genes e cultura, a construção de nicho é fator determinante, pois refere-se à capacidade dos organismos de modificarem a pressão da seleção natural em seu meio ambiente e, assim, atuarem como codiretores da sua própria evolução, bem como da de outras espécies.

Rafael Bisso-Machado, Tábita Hünemeier e Maria Cátira Bortolini


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