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Modernidade Cinquentenária

Uma comemoração cheia de significados como os 50 anos da UFSM retoma lembranças e experiências da história da instituição. Pensá-la de forma crítica, e aprender com ela, é fundamental para a construção dos próximos anos da Universidade e para a formação de seus alunos. Entre os dias 24 e 28 de maio, os acadêmicos do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSM participaram de mais uma edição da Oficina Transdisciplinar, atividade que há cinco anos busca a troca de conhecimentos e interação entre os alunos.

A cada ano, um novo tema norteia as atividades, e em 2010, o cinqüentenário da Universidade foi o tema trabalho nas atividades. O centro do trabalho foi a análise das edificações do campus em Santa Maria, revistas através de uma postura crítica. Através da construção de maquetes de seis prédios da UFSM e da produção de vídeos-minuto alusivos ao aniversário da instituição, os participantes puderam construir um material ilustrativo e educativo, aos moldes das práticas em Educação Patrimonial. “A prática em Educação Patrimonial agrega na formação do aluno, mas também na formação como cidadão”, destaca o professor Edson Luiz Bortoluzzi da Silva, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo.

Questionamentos sobre o posicionamento dos prédios, a configuração atual do campus e a concepção dos elementos arquitetônicos presentes nas edificações motivaram a produção das maquetes. Elas foram desenvolvidas pelos alunos após oficinas e palestras que deram subsídios para a produção do material.

O desenvolvimento das atividades veio com as parcerias feitas com os outros cursos da UFSM. O professor Rondon de Castro, do curso de Comunicação Social, organizou uma oficina sobre cinema e imagem, enquanto o professor André Dalmazzo, do curso de Desenho Industrial, foi o responsável pela oficina de esculturas em papel. A abertura do evento ficou a cargo do professor André Ramos Soares, professor do curso de História da UFSM e coordenador do Núcleo de Estudos do Patrimônio e Memória (NEP/UFSM).

Um exemplo da produção desenvolvida é o vídeo sobre o CCNE, abaixo.

Estilo inédito para Santa Maria

Com a aprovação da Lei 3.834-C, em 14 de dezembro de 1960, o professor Mariano da Rocha Filho procurou de imediato os mesmos arquitetos que haviam projetado o Centro Politécnico para planejar a cidade universitária. O primeiro prédio do Centro, o Instituto Eletrotécnico, já estava em construção quando a UFSM foi criada. Os profissionais escolhidos eram Oscar Valdetaro e Roberto Nadalutti, formados pela Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e contratados pela Companhia de Planejamentos Técnicos FOMISA, também do Rio de Janeiro.

Em maio de 1961, o primeiro anteprojeto de cidade universitária chegou à Santa Maria, todavia, apenas a terceira opção foi aceita pelo Conselho Universitário. A ideia aprovada agregava ousadia nas questões arquitetônicas, ao trazer para o interior do Rio Grande do Sul o que havia de mais vanguardista para a época. “Há cinqüenta anos, Santa Maria abrigava o que havia de mais moderno em Arquitetura e Urbanismo no meio de um ‘nada’”, afirma Soares.

Conforme o pensamento modernista, elementos como a monumentalidade, a hierarquização de vias e um conjunto de edificações marcado por barras e torres não faltaram. Os planos dos arquitetos para a UFSM remetem a outras estruturas já conhecidas, especialmente aos projetos de Lúcio Costa e Le Corbusier para a cidade universitária da Universidade do Brasil, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro/RJ.

A cidade universitária foi organizada em um eixo estruturado em linha reta, desde o pórtico de entrada até uma grande praça, tendo como ponto final o prédio da Reitoria, único em altura. As demais edificações são localizadas de forma paralela ao eixo.

O projeto da cidade universitária da UFSM mostra um eixo central, a Avenida Roraima, cortada por vias laterais. O prédio da Reitoria (na foto, o de número 24) chama a atenção e é ponto focal do campus. Departamento de Arquivo Geral UFSM.

A UFSM compartilha semelhanças arquitetônicas com a cidade de Brasília e com outras obras da época. “A arquitetura de Brasília é compartilhada por vários arquitetos brasileiros, tanto que é o plano da arquitetura em Santa Maria tem o mesmo tom modernista da capital”, destaca Soares.

Acadêmica: Manuela Ilha – misilha@hotmail.com
Professora Responsável: Luciana Mielniczuk – luciana.mielniczuk@gmail.com
30/05/2010

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