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3 - Aplicação à taxa Variavel

O que é a Aplicação a Taxa Variada de Insumos?

      Diferente da estratégia de trabalhar com médias, como o teor de nutrientes no solo, infestação de plantas daninhas, população de plantas e de rendimento. A aplicação a taxa variada de insumos na agricultura de precisão, considera a variabilidade espacial  desses atributos e prescreve a taxa de insumos de acordo com a necessidade específica de cada sub-área. O principio é reduzir a gleba a sub-áreas que apresentem homogeneidade, tanto quanto os custos e as tecnologias envolvidas o permitam.

 

Quais suas Vantagens?

  • Economia pela racionalização do uso de insumos, evitando desperdícios;
  • Aumento de eficiência no uso de insumos;
  • Menor impacto ambiental;
  • Aumento da produtividade;
  • Rastreabilidade;

 

Alguns equipamentos necessários: softwares

Processamento dos dados, geração de mapas de rendimento, fertilidade e aplicação podem ser desenvolvidos pelos seguintes softwares.

  • SGIS - Sistema de Informações Geográficas da Soilteq é um software desenvolvido especificamente para as necessidades agrícolas. Ele transforma informações agrícolas em mapas georreferenciados e cria mapas de recomendações para aplicação variável. É o software que é utilizado no projeto aquarius. Maiores informações podem ser obtidas nos seguintes endereços eletrônicos.

mais em: http://www.agcotechnologies.com/sapt/gta500.htm

  • Campeiro -  Sistema CR Campeiro7 - Software  desenvolvido pela  Universidade Federal de Santa Maria, no Centro de Ciências Rurais, Departamento de Engenharia Rural, Laboratório de Geomática.

mais em: http://rural.ccr.ufsm.br/

 

Cornelis Souilljee: pioneiro na utilização da taxa variada no RS

Senhor Cornelis M. H. Souilljee administra sua propriedade em Carazinho - RS, desde 1967. Na década de 70 aproveitando os subsídios concedidos pelo governo, desenvolveu um programa de melhoria da fertilidade do solo em sua propriedade. Este programa baseava-se no aumento dos teores de nutrientes do solo e monitoramento através de amostragem intensiva do solo. Desde década de 70 já praticava boas práticas de manejo do solo, como o plantio direto, rotações de culturas e adubações verdes.

 

A taxa variada simplificada: 

      Entre as inovações adotadas pelo Sr. Cornelis destaca-se a adubação a lanço realizada no inverno (entressafra das culturas de verão), visando reduzir possíveis danos ao sistema radicular pela concentração de fertilizantes na linha de semeadura. A estratégia de fertilização utilizada foi aplicar anualmente 15% a mais que a exportação das culturas via colheitas. Nas áreas com menor potencial produtivo a dose era o dobro das demais, com essa estratégia a produtividade da área aumentava entre o quinto e o décimo ano, e a produtividade média da lavoura subiu 6% graças a utilização da taxa variada.

Monitorando a variabilidade da lavoura: 

      O senhor Cornelis sempre foi obstinado em buscar maior homogeneidade na produtividade da sua lavoura, para tanto fazia-se necessário localizar as área com menor potencial produtivo. No entanto,  as ferramentas de georreferenciamento por GPS de navegação ainda não estavam disponíveis. O senhor Cornelis lançou mão de sua criatividade semeando aveia antes da colheita da soja ao redor das manchas que visualmente apresentavam menor potencial produtivo.  Durante a colheita era registrado manualmente o rendimento destas zonas de menor potencial produtivo.

      Vinte dias depois a aveia já estava geminada e identificava as zonas com menor potencial produtivo. Nelas era realizada então a amostragem de solo e prospectado problemas de compactação. A aplicação de fertilizantes era realizada em maior quantidade nestas zonas, além disto era aplicado a adubação orgânica visando o recondicionamento do solo nestas zonas. Desta forma, aproximadamente 20% da área foi corrigida. O pioneirismo do senhor Cornelis também chegou a taxa variada de nitrogênio no milho e no trigo. Neste caso, a adubação nitrogenada era realizada em função do teor de matéria orgânica do solo, sendo que nos primeiros quatro anos de plantio direto era adicionado 20% a mais na dose de nitrogênio visando compensar a imobilização do solo . Quando o teor de matéria orgânica era inferior a 3% era adicionado 30% a mais na dose de adubação nitrogenada utilizada no milho e no trigo. A taxa variada também seguia a declividade do terreno, nas pendentes mais acentuadas e com indícios de erosão eram aplicados 25% a mais de nitrogênio. Novamente como na época não aviam equipamentos para aplicação a taxa variável o Sr. Cornelis utilizava a redução na marcha do trator, para aumentar a dose a ser aplicada.

                       

Endereço:
Avenida Roraima, 1000 - Prédio 42
Santa Maria, RS, BR 97115-900

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