Portal do Governo Brasileiro

 

Missão

Viabilizar estratégias para o desenvolvimento institucional por meio da melhoria de processos e da inovação na gestão.

Visão

Ser referência na disseminação da cultura do planejamento e na inovação da gestão universitária.

Valores

Transparência, ética, compromisso social, proatividade, inovação, comprometimento, valorização das pessoas, eficiência, liderança.


Conceitos e Referencial

Gestão Estratégica

Balanced Scored Card

Balanced Scored Card

“As instituições de ensino superior são conhecidas por suas características especiais que as tornam uma organização complexa. Esta complexidade é decorrente de seus objetivos difusos e ambíguos, de sua tecnologia fragmentada, da presença de distintos grupos de interesse no seu interior, da sua função de atender as necessidades específicas de seus clientes, do profissionalismo do trabalho acadêmico e da vulnerabilidade aos fatores externos”.

(Baldridge, 1983)

 

 

 

 

 

 

 

Uma das funções mais negligenciadas nas IES é a sua gestão, desafio que se faz ao planejamento e gestão estratégica é formular indicadores de resultado que possam ser assimilados e utilizados pela comunidade universitária e sociedade. Tornou-se prática comum a gerência das instituições de ensino superior elaborar um planejamento que estabeleça objetivos e metas a alcançar e o orçamento seja executado em metas distintas daquelas estabelecidas no planejamento, constituindo-se em peças totalmente desintegradas.

O resultado é uma situação de conflitos em que objetivos e estratégias sem o respaldo dos recursos orçamentários fiquem no papel, trazendo prejuízo ao processo de planejamento e ocasionando frustração aos gestores, servidores e alunos.

Na intenção de formular e implementar uma prática de gestão estratégica integrada de maneira a acompanhar as rápidas mudanças que ocorrem no ambiente, e a necessidade de entregarmos a sociedade o que a Universidade se propõe e o que a sociedade espera, é um ensino de excelência, uma pesquisa inovadora e sustentável e uma extensão articulada com a sociedade.

De forma a favorecer o entendimento do que vem a ser trabalhado com gestão estratégica e tornarmos a estratégia tarefa de todos, optou-se por fazer uso de uma reconhecida ferramenta, o Balanced Scorecard – BSC, uma metodologia de medição e gestão de desempenho desenvolvida pelos professores da Harvard Business School, Robert Kaplan e David Norton.

Kaplan e Norton, em 1992, publicaram o artigo “The Balanced Scorecard: Measures that drive performance” e apresentaram o Balanced Scorecard como um sistema de mensuração de desempenho com foco estratégico, que além dos indicadores financeiros incluíram indicadores não financeiros, distribuídos em quatro perspectivas: aprendizado e crescimento, processos internos, clientes e finanças. Os autores foram motivados a desenvolver o BSC por acreditarem que apenas indicadores contábeis e financeiros que retratavam o passado das organizações, não trariam a vantagem competitiva tão necessária no momento em que há uma inversão na balança da economia, onde a oferta tornou-se farta e os clientes tornaram-se escassos.

BSC é uma sigla que pode ser traduzida para Indicadores Balanceados de Desempenho, ou ainda para Campos (1998), Cenário Balanceado.

Kaplan & Norton definiram inicialmente o BSC como um sistema de mensuração do desempenho e posteriormente, porém, após a experiência de implementação em várias organizações e o aprimoramento do trabalho, perceberam que tinham nas mãos um poderoso sistema de gestão estratégica, ao que chamaram de “Organização Orientada para a Estratégia”.

A partir do sucesso em organizações com fins lucrativos, o BSC foi adaptado para aplicação nos mais variados tipos de organizações, como ONGs, empresas públicas, hospitais e instituições de ensino público.

No mundo privado as organizações que não se modernizam, não mais atendem as necessidades de seu público, tendem a desaparecer. No mundo público o ciclo de mudanças ocorre de forma mais lenta, porém, assim como Kaplan e Norton desenvolveram o BSC em um momento de desequilíbrio na balança da economia, uma oferta bem maior do que a procura, e uma disputa acirrada por clientes, quando acabava a era industrial e entravamos na era da informação, da mesma forma duas décadas mais tarde, a área pública despertou para sua real finalidade, atender as necessidades do cidadão, da sociedade, este despertar surgiu de uma crescente insatisfação com os serviços oferecidos pelas organizações públicas.

No passado, não muito distante, as organizações públicas ditavam as regras e a sociedade se adaptava, hoje não mais. Estas organizações desde sua estruturação desempenharam suas atividades voltadas para dentro, não levando em consideração as reais necessidades do cidadão e da sociedade, atuando por meio de sua estrutura funcional burocrática, sempre atribuindo sua ineficiência a escassez de recursos orçamentários, pessoal e de tecnologias).

Hoje quem está no leme, são os cidadãos, a sociedade, e sabermos suas necessidades é uma obrigação das organizações públicas, que já disponibilizam a Carta de Serviços como forma de entregar a sociedade o que ela realmente necessita. Outra iniciativa que vai ao encontro das necessidades da sociedade é o Plano de Logística Sustentável – PLS que aborda práticas de sustentabilidade e racionalização do uso de materiais e serviços nas dimensões de: material de consumo, energia elétrica, água e esgoto, coleta seletiva, qualidade de vida no ambiente de trabalho, compras e contrações sustentáveis e deslocamento de pessoal (transporte).  

Como forma de melhor visualizar a adaptação do BSC para utilização no setor público segue a figura 1.

 FIGURA1
Figura 3 – Adaptação do BSC ao setor público
Fonte: Wisniewski e Olafsson (2004)

Gestão de Projetos

Gestão do Conhecimento

Gestão do Conhecimento

 

 

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