Revisitando O “não-transporte”

A Tese Da Rua Humanizada

Em maio de 1989, no Rio de Janeiro, durante o VII Congresso Brasileiro de Transporte Público, sob a presidência do ambientalista Fernando Gabeira, uma tese muito simples questionava, no seio da comunidade técnica, se os problemas de mobilidade urbana poderiam ser realmente solucionados mantendo-se o atual modelo: proporcionar cada vez mais transporte para atender demandas cada vez maiores, não interessando os custos, pois os desperdícios são pagos pela própria sociedade. Ao questionamento se contrapunha a reconquista do espaço-tempo social pela adoção do “princípio do não-transporte”. Na época, a proposta causou inquietação, mas foi tida como uma simpática utopia. Passados mais de dez anos, a tese permanece atual e viável, conforme demonstram estudos posteriores realizados por órgãos do governo e a implementação de algumas das sugestões por certas cidades brasileiras.

Nazareno Stanislau Affonso


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