Extinction Et Fonctionnement Des écosystèmes (Extinção E Funcionamento Dos Ecossistemas)

Cet article constitue une remise en perspective épistémologique des théories actuelles sur les extinctions d’espèces en relation avec le fonctionnement des écosystèmes. Le sujet est en vogue à l’heure où les écosystèmes sont victimes de dégradations environnementales d’une ampleur et d’une systématicité inégalées dans l’histoire humaine. Mais surtout, il s’agit d’un sujet aux enjeux scientifiques multiples: prédire plus précisément les risques d’extinction des espèces dans des écosystèmes perturbés, mieux comprendre l’impact des extinctions d’espèces et de manière globale définir des principes qui permettent de construire des ponts entre l’écologie des populations et l’écologie écosystémique. Après un rappel succinct des termes de la problématique, et en particulier de la difficile évaluation de l’influence de la biodiversité sur le fonctionnement des écosystèmes, nous présenterons les trois grands courants épistémologiques que sont le probabilisme, le mécanicisme et enfin l’organicisme, qui marquent de leur empreinte les hypothèses et les théories avancées pour rendre compte des effets des extinctions sur les processus écosystémiques. Cette analyse mettant en évidence l’ambiguïté des notions de “fonction” et de “fonctionnement” écosystémique, nous proposerons de favoriser une approche en termes de “traits écologiques”.

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Este artigo constitui uma retomada epistemológica das teorias atuais sobre as extinções das espécies em relação ao funcionamento dos ecossistemas. O assunto está em voga, num momento em que os ecossistemas são vítimas de degradações ambientais de amplitude e sistematicidade inusitadas na história humana. Trata-se principalmente, porém, de um tema que implica múltiplos desafios científicos: predizer com precisão os riscos de extinção das espécies em ecossistemas perturbados, compreender melhor o impacto das extinções de espécies e, de maneira global, definir princípios que permitam construir pontes entre a ecologia das populações e a ecologia ecossistêmica. Após sucinta revisão dos termos dessa problemática e, em particular, de uma difícil avaliação da influência da biodiversidade sobre o funcionamento dos ecossistemas, apresentamos as três grandes correntes epistemológicas, que são: o probabilismo, o mecanicismo e, enfim, o organicismo, correntes que imprimem suas respectivas marcas nas hipóteses e teorias avançadas que visam compreender os efeitos das extinções sobre os processos ecossistêmicos. Nesta análise, que coloca em evidência a ambiguidade das noções de “função” e de “funcionamento” ecossistêmicos, optamos por uma abordagem em termos de “traços ecológicos”.

Julien Delord


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