As Implicações Ecológicas Da Variação Intrapopulacional (Les Implications écologiques De La Variation Des Individus à L’intérieur D’une Population)

A teoria ecológica foi construída sob a suposição de que os indivíduos de uma população são ecologicamente equivalentes, possuindo as mesmas probabilidades de sobrevivência e reprodução, interagindo com os mesmos competidores, predadores e parasitas, consumindo os mesmos recursos alimentares. Há crescente evidência empírica, no entanto, de que os indivíduos de uma população podem variar substancialmente em relação a seus atributos ecológicos. Nos últimos anos, modelos ecológicos populacionais e de interações entre espécies têm incorporado diferentes formas de variação ecológica intrapopulacional. Em geral, tal variação estabiliza as dinâmicas ecológicas, aumentando tanto a persistência das populações quanto a coexistência de competidores e predadores (parasitas) e suas presas (hospedeiros). Por um lado, a maioria dos modelos tem caráter eminentemente fenomenológico, o que dificulta a compreensão dos mecanismos subjacentes ao efeito estabilizador desse tipo de variação. Por outro lado, um princípio unificador refere-se ao fato de que a variação ecológica intrapopulacional exerce maior influência nas dinâmicas ecológicas não-lineares do que nas lineares. Cabe então aos empiricistas determinar a forma e a frequência de dinâmicas ecológicas não-lineares em populações naturais, como forma de melhor subsidiar os modelos ecológicos e apontar os sistemas naturais em que se espera que a variação intrapopulacional tenha papel preponderante.

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La théorie écologique classique a été bâtie sur l’hypothèse selon laquelle les individus d’une population sont écologiquement équivalents, possèdent les mêmes probabilités de survivre et de se reproduire, intéragissent avec les mêmes compétiteurs, prédateurs et parasites et consomment les mêmes ressources alimentaires. Il y a cependant aujourd’hui une évidence empirique témoignant que les individus d’une population peuvent varier substantiellement leurs attributs écologiques. Les dernières années, des modèles écologiques de populations aussi bien que d’intéractions entre les espèces ont introduit de différentes formes de variation écologique intrapopulation. Celle-ci en général rend stables les dynamiques écologiques, en augmentant aussi bien la persistance des populations que la coexistence des compétiteurs et prédateurs (des parasites) et leurs proies (des hôtes). La plupart des modèles présente d’autre part un caractère éminemment phénoménologique, ce qui rend difficile la compréhension des mécanismes sous-jacents à l’effet stabilisateur de ce type de variation. Le fait que la variation écologique à l’intérieur d’une population exerce une influence plus grande dans les dynamiques écologiques non-linéaires que dans les dynamiques linéaires peut être un principe d’unification. C’est alors aux empiristes de déterminer la forme et la fréquence des dynamiques écologiques non-linéaires dans les populations naturelles, pour perfectionner les modèles écologiques et pour signaler dans quels systèmes naturels on s’ attend que la variation des populations puisse jouer un rôle véritablement important.

Márcio S. Araújo e Sérgio F. dos Reis


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