A Estrutura E A Dinâmica Evolutiva De Redes Mutualísticas (La Structure Et La Dynamique évolutive Des Réseaux Mutualistes)

Interações ecológicas entre indivíduos de espécies diferentes estão entre os principais componentes da biodiversidade. Atualmente, há um conjunto de teorias bem desenvolvido que visa compreender como interações ecológicas, como os mutualismos, moldam e são moldadas por processos evolutivos. Este corpo teórico se concentra no estudo de interações entre pares de espécies. Todavia, mesmo as interações interespecíficas mais íntimas são influenciadas por outras espécies na mesma localidade. De fato, a maior parte das interações interespecíficas envolve dezenas de espécies, resultando na formação de redes de interações. Recentemente, a estrutura das redes formadas por diferentes mutualismos começou a ser descrita por meio de métricas derivadas da teoria de grafos e da mecânica estatística. A despeito do estudo sobre a estrutura das redes mutualísticas estar apenas começando, um padrão geral parece emergir: a estrutura das redes mutualísticas está associada a poucos aspectos básicos da história natural dos mutualismos. Neste sentido, o grau de intimidade observado na interação entre indivíduos de espécies diferentes parece estar associado à estrutura das redes mutualísticas. Simulações numéricas sugerem que estas diferenças estruturais associadas ao grau de intimidade da interação, por sua vez, influenciam a dinâmica evolutiva de interações mutualísticas.

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Les interactions écologiques d’individus d’espèces différentes se trouvent parmi les composants les plus importants de la biodiversité. Il existe actuellement un ensemble de théories bien développées qui cherchent à expliquer la manière dont les interactions écologiques, telles que les mutualismes, déterminent et sont déterminées par des procès évolutifs. Ce corps théorique se consacre à l’étude des associations entre des paires d’espèces. Toutefois, même les interactions inter-spécifiques plus intimes sont influencées par d’autres espèces dans la même localité. En fait, la plupart des associations entre deux espèces met en cause des dixaines d’autres espèces, d’où la formation des réseaux d’interactions. Il n’était que récemment que la structure des réseaux formés de différents mutualismes a commencé à être décrite, à l’aide de certaines métriques dérivées de la théorie des graphes et de la mécanique statistique. En dépit de ces études de fraîche date, il parait s’imposer un patron général: la structure des réseaux mutualistes est associée à un nombre bien réduit d’aspects de l’histoire naturelle des mutualismes. Dans ce sens, le degré d’intimité qui se dégage de l’interaction des individus d’espèces différentes semble associé à la structure des réseaux mutualistes. Des simulations numériques ont suggeré que les différences structurales résultant du degré d’intimité de telles associations ont des effets importants sur la dynamique de l’évolution des interactions mutualistes.

Paulo R. Guimarães Jr.


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