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Projetos


Os projetos abaixo elencados estão sendo desenvolvidos na UFSM e possuem estreita relação com a Engenharia de Telecomunicações, seja pela afinidade com a área técnica seja pelo envolvimento de docentes do curso.

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NanoSatC-BR1

O INPE através do Centro Regional Sul e em parceria com a UFSM, através do LACESM (Laboratório de Ciências Espaciais de Santa Maria) colocou em órbita, no segundo semestre de 2014, o primeiro nanossatélite produzido no Rio Grande do Sul, o NanoSatC-BR1. O dispositivo foi lançado da base espacial em Yasny, na Rússia, e está 100% operacional. Segundo o estudante de Engenharia Elétrica da UFSM Thales Mânica, membro da Equipe de Rastreio e Controle de Nanossatélites (do programa NanoSatC-BR), todos os procedimentos de operação foram concluídos com sucesso e estão documentados. “É o primeiro nanossatélite universitário brasileiro da história em operação no espaço.”  O NanosatC-BR1 está em órbita e transmitindo beacons em código Morse.  O cubesat tem três cargas úteis: um magnetômetro para utilização dos seus dados pela comunidade científica; um circuito integrado projetado pela Santa Maria Design House da UFSM; e o hardware FPGA, que deve suportar as radiações no espaço em função de um software desenvolvido pelo Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Através dos dados obtidos do  NanosatC-Br1  é possível estudar os efeitos da Anomalia Magnética no Atlântico Sul  e do setor brasileiro do eletrojato equatorial. A anomalia magnética é uma “falha” do campo magnético terrestre que fica sobre o Brasil  e pode afetar as comunicações, redes de distribuição de energia, os sinais de satélites de posicionamento global (como o GPS), ou mesmo causar falhas de equipamentos eletrônicos, como computadores de bordo.


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NanoSatC-BR2
O NanoSatC-BR2 já construído está em testes nos laboratórios do Inpe e deverá ser lançado em 2015,  produzido em parceria do CRS, do Inpe e da UFSM. De acordo com Nélson Schuch, a união entre Inpe, UFSM e Scit não pára apenas neste primeiro satélite. “Já estamos com o segundo nanossatélite, o Nanosatc-Br2, praticamente pronto. Ele foi desenvolvido na UFSM e já está na sede do Inpe, em São José dos Campos (SP). Faltam apenas as cargas úteis e o artefato poderá ser lançado imediatamente. A previsão é 2015”, garantiu o coordenador.


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Cooperação com a Rússia

O reitor da UFSM, Paulo Burmann, e o diretor-geral da empresa russa OJC, Yury Roy, representante a Agência Espacial Russa, assinaram neste ano de 2015 um convênio que prevê a instalação na universidade de uma antena que vai captar o sinal de satélites da constelação Glonass. A cerimômina foi concorrida nos corredores da Feira Internacional de Defesa e Segurança (LAAD), no Rio de Janeiro. O Glonass é o sistema de navegação por satélite que vem sendo desenvolvido pela Rússia desde 1976 e hoje já conta com 24 satélites em órbita, responsáveis pelo fornecimento de dados de posicionamento. O Glonass hoje é o programa mais caro financiado pela Agência Espacial Federal Russa, chegando a custar cerca de um terço de seu orçamento em 2010.

- É uma grande conquista para a UFSM. A cooperação com a Rússia fortalece nossos cursos de Engenharia Aeroespacial e de Engenharia de Telecomunicações. -- Nós já estamos em tratativas para fazer outros convênios com universidades russas, e este, em específico, beneficiará e muito os cursos criados recentemente na UFSM: Engenharia de Telecomunicações e Engenharia Aeroespacial. - comentou Burmann. 

- É disso que os russos precisam para incluir a América do Sul no mapa do Glonass. -- Podemos criar sistemas, principalmente na área de software, para captar e interpretar os sinais de georreferenciamento, inclusive combinando o Glonass com o GPS. O russo é, inclusive, mais preciso do que o norte-americano – explica o professor do curso de Engenharia de Telecomunicações e diretor do LACESM Renato Machado, que acompanhou a solenidade.

A antena a ser instalada na UFSM vai receber sinais de georreferenciamento dos satélites russos semelhante ao sistema de GPS. Pelo convênio, uma área rural do campus receberá uma antena que captará sinais de uma constelação de satélites russos chamada Glonass. Esses sinais comunicarão a posição exata do satélite, o que é semelhante ao que ocorre no sistema norte-americano GPS. Projetado pelo antigo regime soviético, inicialmente, para uso militar, a tecnologia ainda precisa ser amplamente testada e melhorada.