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Literatura e Autoritarismo
Dossiê Imagens de Devastação
Capa | Editorial | Sumário | Apresentação        ISSN 1679-849X Dossiê nº 8 

BIOPODER E BIOPOÉTICA NA POESIA DE JULIÁN AXAT: YLUMINARYA E O GENOCÍDIO NA ARGENTINA

Pádua Fernandes1
Resumo: O artigo trata da poesia de Julián Axat e das suas imagens do genocídio que ocorreu durante a ditadura militar argentina. Este poeta, profundamente influenciado por Roberto Bolaño, cria uma “biopoética” para se opor ao biopoder do terror apoiado pelo Estado. Destaca-se o livro Ylumynarya, que expande os limites políticos da representação poética do terror, comparando-o com a escultura de Alberto Heredia, que também empregou o silêncio dos vestígios do corpo para denunciar a violência na Argentina.
Palavras-chave: Genocídio, biopoder, biopoética, Argentina, poesia, política.
Abstract: The article deals with the poetry of Julián Axat, and with his images of the genocide that occurred during the Argentinean military rule. This poet, deeply influenced by Roberto Bolaño, creates a “biopoetics” in order to oppose to the biopower of the terror sponsored by the State. The article highlights the book Ylumynarya, which expands the political limits of the poetical representation of terror, comparing it with the sculpture of Alberto Heredia, an artist who also employed the silence of the body’s remains to denounce the violence in Argentina.
Keywords: Genocide, biopower, biopoetics, Argentina, poetry, politics.

1 Professor universitário. Doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito – USP. Autor de O palco e o mundo (Lisboa: &etc, 2002), Cinco lugares da fúria (São Paulo: Hedra, 2008) e Para que servem os direitos humanos? (Coimbra: Angelus Novus, 2009).
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