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RESULTADOS POR TIPO FITOGEOGRÁFICO

Região das Áreas de Formações Pioneiras

As florestas da Região das Áreas de Formações Pioneiras, considerando os estágios iniciais, médios e avançados de sucessão, ocupam uma área de 1.488,04 km² (148.804 ha), o que corresponde a 0,53% da superfície do Estado e 3,02% da área total coberta com florestas naturais.

Estágios Sucessionais Médio e Avançado

a) Composição florística
Foram encontradas 137 espécies pertencentes a 46 famílias botânicas, entre os indivíduos com CAP ³ 30 cm, 4 árvores não identificadas, 45 mortas e 2 cipós.

As comunidades amostradas apresentaram, em conjunto, uma diversidade média de 2,5316, conforme pode ser observado pelo Índice de Diversidade de Shannon, embora algumas parcelas apresentaram índices superiores a 3,0.

A família Myrtaceae foi a mais representativa das florestas da região das Áreas de Formações Pioneiras, com 23 espécies, seguida de Lauraceae (12); Euphorbiaceae (10); Flacourtiaceae (6); Moraceae e Myrsinaceae (5); Aquifoliaceae, Meliaceae, Rubiaceae, Sapindaceae e Sapotaceae (4); Boraginaceae, Mimosaceae, Rutaceae, Verbenaceae e Cecropiaceae, com 3 espécies. Das 30 famílias restantes, 11 apresentaram 2 espécies e 19 apresentaram 1 espécie apenas.

b) Parâmetros Dendrométricos
O diâmetro médio foi estimado em 18,70 cm, variando entre 13,46 cm (Parcela 2507) e 24,25 cm (Parcela 2807); o diâmetro mínimo foi 9,55 cm e o diâmetro máximo encontrado nesta região fitogeográfica foi 149,61 cm pertencente a uma Coussapoa microcarpa (Figueira-preta), árvore nº 670 da Parcela 2103 - Carta Cidreira; o coeficiente de variação médio dos diâmetros foi de 55,15%, variando entre 29,52% (Parcela 1534) e 84,00% (Parcela 2808).

A altura total média foi estimada em 10,36 m, variando de 6,77 m (Parcela 2511) a 13,27 m (Parcela 2021); a altura total mínima medida foi de 1,70 m; a altura total máxima amostrada foi de 26,50 m, correspondente a árvore nº 434 da Parcela 1547 – Alchornea triplinervia (Tanheiro); o coeficiente de variação médio da altura total foi de 28,15%, variando entre 17,23% (Parcela 1534) e 36,56% (Parcela 2511). A altura comercial média foi estimada em 4,62 m, variando entre 2,97 m (Parcela 2803) e 6,75 m (Parcela 1547); a altura comercial mínima medida foi de 1,00 e a máxima foi de 19,50 m, pertencente a mesma árvore de altura total máxima - Alchornea triplinervia (Tanheiro), árvore nº 434 da Parcela 1547; e o coeficiente de variação médio das alturas comerciais foi de 43,56%, variando entre 30,31% (Parcela 2103) e 62,83% (Parcela 2807).

O número médio de árvores, considerando todos os indivíduos com CAP ³ 30 cm, foi estimado em 970,86 árvores/ha, variando entre 550 árvores/ha (Parcela 2803) e 1.822 árvores/ha (Parcela 1534). A área basal média resultou em 35,13 m²/ha, variando entre 12,8800 m²/ha (Parcela 2507) e 62,0200 m²/ha (Parcela 2807). O volume comercial médio foi estimado em 166,16 m³/ha, variando entre 66,85 m³/ha (Parcela 2507) e 226,45 m³/ha (Parcela 2020).

O Índice de Diversidade de Shannon foi de 2,5316, variando entre 1,7592 (Parcela 2807) e 3,2799 (Parcela 2508).

Comparando-se os parâmetros dendrométricos da Região das Áreas de Formações Pioneiras com a média geral do Estado, verifica-se que esta apresentou diâmetro médio, número de árvores, área basal, volume comercial e índice de Shannon maior; e alturas total e comercial menores do que a média do Estado.

c) Produção Quantitativa por Espécie e por Hectare
A Tabela "Produção Quantitativa por Espécie por Hectare – Florestas Naturais – E.M.A. da Região das Áreas de Formações Pioneiras mostra a distribuição dos quantitativos por espécie e por classe de diâmetro, cuja síntese é apresentada na Tabela abaixo.

Espécie
Vol. Comercial
Nº Árvores
Área Basal
(m³/ha)
%
(Nº/ha)
%
(m²/ha)
%

Ficus organensis

13,56

8,15

36,55

3,76

4,88

13,89

Coussapoa microcarpa

10,36

6,23

21,77

2,24

2,71

7,71

Alchornea triplinervia

10,24

6,15

59,72

6,15

1,93

5,49

Guapira opposita

8,08

4,86

43,38

4,47

1,53

4,36

Mortas

7,66

4,60

42,95

4,42

1,23

3,50

Myrsine laetevirens

7,59

4,56

37,62

3,87

1,67

4,75

Myrsine umbellata

6,24

3,75

33,94

3,50

0,93

2,65

Trichilia claussenii

5,11

3,07

43,14

4,44

0,89

2,53

Matayba elaeagnoides

4,10

2,46

13,14

1,35

0,70

1,99

Blepharocalyx salicifolius

3,99

2,40

24,41

2,51

0,89

2,53

Lithraea brasiliensis

3,93

2,36

26,28

2,71

0,51

1,45

Sideroxylum obtusifolium

3,61

2,17

11,06

1,14

1,08

3,07

Syagrus romanzoffiana

3,59

2,16

12,78

1,32

0,49

1,39

Erythroxylum argentinum

3,53

2,12

35,79

3,69

0,71

2,02

Luehea divaricata

3,40

2,04

15,14

1,56

0,72

2,05

Chrysophyllum marginatum

3,11

1,87

29,94

3,08

0,57

1,62

Allophylus edulis

2,90

1,74

23,58

2,43

0,57

1,62

Zanthoxylum fagara

2,86

1,72

18,71

1,93

0,56

1,59

Myrcia brasiliensis

2,64

1,59

14,13

1,46

0,42

1,20

Esenbeckia grandiflora

2,60

1,56

18,58

1,91

0,40

1,14

Sub-total

109,10

65,57

562,61

57,95

23,39

66,58

Restantes

57,29

34,43

408,27

42,05

11,74

33,42

TOTAL

166,39

100,00

970,88

100,00

35,13

100,00

 

Nesta Tabela, foram relacionadas as 20 espécies que mais contribuiram para a composição do volume comercial, incluindo as árvores mortas.

Estas 20 espécies foram responsáveis por 109,10 m³/ha (65,57%) do volume comercial, 562,61 árvores/ha (57,95%) e 23,39 m²/ha (66,58%) da área basal. Analisando-se a estrutura diamétrica da produção quantitativa, para todas as espécies amostradas na Região das Áreas de Formações Pioneiras, verifica-se a seguinte distribuição do volume, número de árvores e área basal, por hectare:

Classe DAP (cm)
Vol. Comercial
Nº Árvores
Área Basal
(m³/ha)
%
(Nº/ha)
%
(m²/ha)
%
10 - 20
64,86
38,98
728,92
75,08
10,78
30,69
20 - 30
37,14
22,32
147,46
15,19
6,67
18,99
30 - 40
22,53
13,54
48,09
4,95
4,47
12,72
40 - 50
15,51
9,32
23,48
2,42
3,65
10,39
50 - 60
9,79
5,88
10,26
1,06
2,37
6,75
60 - 70
4,44
2,67
4,50
0,46
1,47
4,18
70 - 80
2,82
1,70
2,00
0,21
0,89
2,53
80 - 90
3,11
1,87
2,29
0,24
1,36
3,87
> 90
6,19
3,72
3,88
0,40
3,47
9,88
TOTAL
-
100,00
-
100,00
 
100,00

 

Observa-se que, nas classes diamétricas 10-40 cm concentravam-se 124,53 m³/ha (74,84%) do volume comercial, 924,47 árvores/ha (95,22%) e 21,92 m²/ha (62,40%) da área basal.

d) Produção Qualitativa: Qualidade do Tronco
A análise qualitativa – Qualidade do Tronco/ha (E.M.A.) da Região das Áreas de Formações Pioneira mostra a distribuição do volume comercial, número de árvores e área basal, por classe de qualidade do tronco, os quais estão resumidos na Tabela abaixo.

Classe Qualidade
Vol. Comercial
Nº Árvores
Área Basal
(m³/ha)
%
(Nº/ha)
%
(m²/ha)
%
Qualidade 1
5,07
3,04
14,92
1,54
0,86
2,45
Qualidade 2
110,03
66,13
571,51
58,87
23,82
67,80
Qualidade 3
35,69
21,45
295,97
30,49
7,69
21,89
Qualidade 4
7,35
4,42
41,59
4,28
1,46
4,16
Não classificada
8,25
4,96
46,89
4,83
1,30
3,70
TOTAL
-
100,00
8
100,00
3
100,00

 

Observa-se nesta Tabela que a classe de qualidade 2 concentrava os maiores quantitativos da Região das Áreas de Formações Pioneiras, ou seja, 110,03 m³/ha (66,13%) do volume comercial, 571,51 árvores/ha (58,87%) e 23,82 m²/ha (67,80%) da área basal, seguido da classe de qualidade 3.

e) Produção Qualitativa: Sanidade
No que se refere às condições de sanidade constatou-se na Região das Áreas de Formações Pioneiras, a seguinte distribuição do volume comercial, número de árvores e área basal, por classe de sanidade das árvores:

Classe Sanidade
Vol. Comercial
Nº Árvores
Área Basal
(m³/ha)
%
(Nº/ha)
%
(m²/ha)
%
Danos por animais
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Danos complexos
14,74
8,86
104,13
10,73
3,41
9,71
Danos por fungos
12,22
7,35
61,65
6,35
3,00
8,54
Danos por insetos
3,73
2,24
22,37
2,31
0,69
1,96
Danos abióticos
7,84
4,71
52,45
5,40
1,68
4,78
Árvores mortas
7,05
4,24
40,52
4,17
1,15
3,27
Árvores saudáveis
119,34
71,72
679,61
70,00
25,00
71,17
Não classificada
1,47
0,88
10,15
1,04
0,20
0,57
TOTAL  
100,00
8
100,00
3
100,00

 

Verifica-se nesta Tabela que, 119,34 m³/ha (71,72%) do volume comercial, 679,61 árvores/ha (70,00%) e 25,00 m²/ha (71,17%) da área basal da Região das Áreas de Formações Pioneiras eram constituídos por indivíduos saudáveis. Os danos mais expressivos foram os complexos, que incidiam sobre 8,86% do volume comercial, 10,73% do número de árvores e 9,71% da área basal.

f) Produção Qualitativa: Classe de Copa
A análise da formação da copa das árvores da Região das Áreas de Formações Pioneiras mostrou a seguinte distribuição do volume comercial, número de árvores e área basal, por classe de copa:

Classe Copa
Vol. Comercial
Nº Árvores
Área Basal
(m³/ha)
%
(Nº/ha)
%
(m²/ha)
%
Copa curta
24,36
14,64
186,06
19,16
4,14
11,78
Copa danificada
5,48
3,29
36,51
3,76
1,05
3,00
Copa longa
42,29
25,42
195,23
20,11
9,91
28,21
Copa média
85,71
51,51
504,47
51,96
18,68
53,17
Não classificada
8,55
5,14
48,61
5,01
1,35
4,14
TOTAL  
100,00
 
100,00
3
100,00

 

Esses resultados mostram que, 85,71 m³/ha (51,51%) do volume comercial, 504,47 árvores/ha (51,96%) e 18,68 m²/ha (53,17%) da área basal eram compostos por indivíduos que apresentavam copa média, ou seja, copas com comprimento entre ½ e ¼ da altura total das árvores.

g) Produção Qualitativa: Tendência de Valorização
A análise das perspectivas de crescimento e desenvolvimento dos indivíduos na Região das Áreas de Formações Pioneiras mostrou a distribuição do volume comercial, número de árvores e área basal, por classe de valorização, apresentada na Tabela abaixo. Observa-se nesses resultados que, 111,82 m³/ha (67,20%) do volume comercial, 665,44 árvores/ha (68,54%) e 22,60 m²/ha (64,33%) da área basal eram compostos por indivíduos com crescimento médio, cujas condições de crescimento indicavam mudança lenta na posição sociológica.

Classe Valorização
Vol. Comercial
Nº Árvores
Área Basal
(m³/ha)
%
(Nº/ha)
%
(m²/ha)
%
Cresc. insignificante
32,96
19,81
181,49
18,69
8,92
25,39
Cresc. médio
111,82
67,20
665,44
68,54
22,60
64,33
Cresc. promissor
13,39
8,05
77,57
7,99
2,32
6,61
Não classificada
8,22
4,94
46,38
4,78
1,29
3,67
TOTAL  
100,00
 
100,00
3
100,00

 

h) Produção Qualitativa: Posição Sociológica A Análise Qualitativa – Posição Sociológica da Região das Áreas de Formações Pioneiras, evidencia a seguinte distribuição da produção quantitativa nos estratos verticais:

Posição Sociológica
Vol. Comercial
Nº Árvores
Área Basal
(m³/ha)
%
(Nº/ha)
%
(m²/ha)
%
Estrato co-dominante
52,84
31,76
399,63
41,16
10,26
29,21
Estrato dominado
19,82
11,91
223,21
22,99
3,60
10,25
Estrato dominante
81,99
49,28
281,30
28,98
19,30
54,94
Estrato suprimido
3,41
2,05
19,65
2,02
0,66
1,88
Não classificada
8,33
5,00
47,09
4,85
1,31
3,72
TOTAL  
100,00
88
100,00
3
100,00

 

Como se pode observar, 85,99 m³/ha (49,28%) do volume comercial, 281,30 árvores/ha (28,98%) e 19,30 m²/ha (54,94%) da área basal eram compostos por indivíduos que ocupavam o estrato dominante.

i) Análise Fitossociológica: Estrutura Horizontal
As espécies mais importantes das florestas das Áreas de Formações Pioneiras estão relacionadas abaixo, por ordem do Valor de Importância (VI).

Estas 20 espécies (14,29% do total) representavam 58,99% da Densidade Relativa (número de indivíduos), 32,98% da Freqüência Relativa, 69,24% da Dominância Relativa (área basal), 53,74% do Valor de Importância e 64,12% do Valor de Cobertura total da floresta e foram as mais abundantes, dominantes e freqüentes da floresta, sendo as mais representativas da associação.

As 120 espécies restantes (85,71% das espécies), incluindo as não identificadas e os cipós não identificados, representavam 41,01% da Densidade Relativa, 67,02% da Freqüência Relativa, 30,76% da Dominância Relativa, 46,26% do Valor de Importância e 35,89% do Valor de Cobertura.

É importante destacar que as árvores mortas, com 3,75% do VI, apareciam em terceiro lugar na ordem de importância das espécies.

Espécie

DR

FR

DoR

VI(%)

VI(%) Acum.

VC(%)

VC(%)

Acum.

Ficus organensis

3,77

1,94

13,88

6,53

6,53

8,83

8,83

Alchornea triplinervia

6,15

1,11

5,51

4,26

10,79

5,83

14,66

Mortas

4,42

3,32

3,50

3,75

14,53

3,96

18,62

Coussapoa microcarpa

2,24

1,11

7,71

3,69

18,22

4,98

23,59

Guapira opposita

4,47

2,22

4,36

3,68

21,90

4,42

28,01

Myrsine laetevirens

3,87

1,39

4,76

3,34

25,24

4,32

32,32

Trichilia claussenii

4,44

2,22

2,53

3,06

28,31

3,49

35,81

Myrsine umbellata

3,50

2,49

2,66

2,88

31,19

3,08

38,89

Erythroxylum argentinum

3,69

1,39

2,01

2,36

33,55

2,85

41,74

Casearia sylvestris

3,27

2,49

1,32

2,36

35,91

2,30

44,03

Lithraea brasiliensis

2,71

2,22

1,46

2,13

38,04

2,09

46,12

Chrysophyllum marginatum

3,08

1,39

1,63

2,03

40,08

2,36

48,47

Blepharocalyx salicifolius

2,51

0,83

2,54

1,96

42,04

2,53

51,00

Allophylus edulis

2,43

1,66

1,62

1,90

43,94

2,03

53,02

Sideroxylum obtusifolium

1,14

0,55

3,70

1,80

45,74

2,42

55,44

Luehea divaricata

1,56

1,66

2,04

1,75

47,49

1,80

57,24

Scutia buxifolia

1,14

0,83

3,02

1,66

49,15

2,08

59,32

Syagrus romanzoffiana

1,32

1,94

1,40

1,55

50,71

1,36

60,68

Zanthoxylum fagara

1,93

1,11

1,59

1,54

52,25

1,76

62,44

Matayba elaeagnoides

1,35

1,11

2,00

1,49

53,74

1,68

64,12

Sub-total

58,99

32,98

69,24

53,74

-

64,12

-

Restantes

41,01

67,02

30,76

46,26

-

35,89

-

TOTAL

100,0

100,0

100,0

100,0

-

100,0

-

 

j) Análise Fitossociológica: Estrutura Vertical
As espécies com distribuição regular dos indivíduos nos estratos, isto é, com maior número nos estratos inferiores, diminuindo para os superiores, são as mais estáveis na associação.

A situação particular de cada espécie na estrutura vertical das Áreas de Formações Pioneiras pode ser verificada nessa Tabela.

k) Regeneração Natural

- Composição florística
Foram encontradas 96 espécies pertencentes a 38 famílias botânicas, além de alguns indivíduos não identificados, incluindo cipós e mortas.

O Índice de Diversidade de Shannon foi de 1,8686. As famílias Myrtaceae e Lauraceae foram as mais representativas da regeneração natural, com 19 e 10 espécies, respectivamente, seguidas de Rubiaceae, com 7 espécies; Euphorbiaceae, Flacourtiaceae e Meliaceae, com 5 espécies; e Myrsinaceae com 4 espécies. Das 31 famílias restantes, 10 apresentaram 2 espécies e 21 apresentaram 1 espécie apenas.

- Parâmetros dendrométricos
O diâmetro médio da regeneração natural foi de 3,24 cm, variando entre 2,09 cm (Parcela 2803) e 6,90 cm (Parcela 1534); o diâmetro mínimo foi 0,95 cm e o diâmetro máximo foi de 9,52 cm, situados dentro dos limites fixados para o levantamento da regeneração natural; o coeficiente de variação médio dos diâmetros foi de 47,07%, variando entre 18,60% (Parcela 1534) e 71,78% (Parcela 2803).

A altura total média da regeneração natural, nas Áreas de Formações Pioneiras, foi de 5,96 m, variando entre 3,21 m (Parcela 2803) e 8,15 m (Parcela 1534); a altura total mínima medida foi de 1,30 m e a máxima foi 15,00 m; o coeficiente de variação médio da altura total foi de 36,07%, variando de 12,09% (Parcela 1534) a 60,11% (Parcela 2021).

O número médio de indivíduos na regeneração natural, considerando todos os indivíduos com CAP ³ 3,0 cm e < 30,0cm, resultou 8.617,14 indivíduos/ha, variando entre 830 indivíduos/ha (Parcelas 2511) e 21.600 indivíduos/ha (Parcela 2507). A área basal média da regeneração natural resultou em 5,85 m²/ha, variando entre 0,5077 m²/ha (Parcela 2807) e 15,5751 m²/ha (Parcela 2507). E o Índice de Diversidade de Shannon foi de 1,8686, variando entre 0,9248 (Parcelas 2020) e 2,6631 (Parcela 2103).

- Distribuição de freqüências
Foram encontrados 8.617,1 indivíduos por hectare na regeneração natural, sendo 2.731,4 menores que 3 m de altura, 3.493,6 entre 3 e 6 m de altura e 2.392,2 maiores que 6 m de altura, conforme Tabela resumida abaixo.

Nesta Tabela foram relacionadas as 20 espécies mais abundantes na regeneração natural, as quais contribuiram com 6.452,8 indivíduos por hectare, o que representa 74,88% da regeneração natural. As 79 espécies restantes contribuiram com 2.164,3 indivíduos por hectare, o que representa 25,12% dos indivíduos presentes na regeneração natural.

Observa-se também, na regeneração natural da região das Áreas de Fomações Pioneiras, uma pequena ocorrência de cipós – 93,57 indivíduos/ha (1,09%) e indivíduos mortos – 31,41 indivíduos/ha (0,36%).

Espécies
Altura < 3 m
Altura 3-6 m
Altura > 6 m
Total

No

%

No

%

No

%

No

%

Gymnanthes concolor

214,3

7,85

457,2

13,09

121,4

5,08

792,9

9,20

Guapira opposita

286,4

10,49

236,4

6,77

130,0

5,43

652,8

7,58

Chusquea sp.

0,0

0,00

0,0

0,00

571,4

23,89

571,4

6,63

Eugenia uniflora

214,3

7,85

300,0

8,59

42,9

1,79

557,2

6,47

Allophylus edulis

85,7

3,14

379,3

10,86

10,0

0,42

475,0

5,51

Sebastiania serrata

0,0

0,00

330,8

9,47

92,9

3,88

423,7

4,92

Scutia buxifolia

142,9

5,23

160,7

4,60

7,1

0,30

310,7

3,61

Eugenia schuechiana

214,3

7,85

78,6

2,25

14,3

0,60

307,2

3,57

Myrciaria cuspidata

142,9

5,23

142,9

4,09

0,0

0,00

285,8

3,32

Ocotea pulchella

0,0

0,00

85,7

2,45

185,7

7,76

271,4

3,15

Sebastiania brasiliensis

21,4

0,78

130,0

3,72

100,7

4,21

252,1

2,93

Miconia rigidiuscula

142,9

5,23

71,4

2,04

7,1

0,30

221,4

2,57

Psychotria brachyceras

214,3

7,85

0,0

0,00

0,0

0,00

214,3

2,49

Trichilia claussenii

21,4

0,78

74,3

2,13

96,4

4,03

192,1

2,23

Blepharocalyx salicifolius

0,0

0,00

81,4

2,33

90,7

3,79

172,1

2,00

Psychotria carthagenensis

150,0

5,49

14,3

0,41

0,0

0,00

164,3

1,91

Quillaja brasiliensis

0,0

0,00

142,9

4,09

7,1

0,30

150,0

1,74

Myrsine umbellata

42,9

1,57

59,9

1,71

47,1

1,97

149,9

1,74

Guettarda uruguensis

142,9

5,23

0,0

0,00

1,4

0,06

144,3

1,67

Sorocea bonplandii

107,1

3,92

22,1

0,63

15,0

0,63

144,2

1,67

Sub-total

2143,7

78,48

2767,9

79,23

1541,2

64,43

6452,8

74,88

Restantes

587,7

21,52

725,7

20,77

850,9

35,57

2164,3

25,12

TOTAL

2731,4

100,0

3493,6

100,0

2392,1

100,0

8617,1

100,0

l) Análise estatística
A partir das 14 unidades amostrais levantadas nos estágios médio e avançado das Formações Pioneiras, resultaram os seguintes estimadores para o volume comercial com casca:

- Média aritmética: = 166,39 m³/ha
Variância: = 2.049,37 (m³/ha)²
- Desvio padrão: = 45,27 m³/ha
- Coeficiente de variação: = 27,21%
- Variância da média: = 157,75 (m³/ha)²
- Erro padrão: = ± 12,56 m³/ha
- Erro de amostragem
a) Erro absoluto: - = ± 24,88 m³/ha
b) Erro relativo: - = ± 14,95%
- Intervalo de confiança para a média
IC [141,52 m³/ha £ x £ 191,26 m³/ha] = 95%
- Total da população = 24.759.498 m³
- Intervalo de confiança para o total
IC [21.058.742 m³ £ X £ 28.460.253 m³] = 95%

Estágio Sucessional Inicial

a) Composição Florística
Foram encontradas 12 espécies pertencentes a 10 famílias botânicas.

O Índice de Diversidade de Shannon foi de 0,8056. As famílias Myrtaceae e Sapindaceae, com 2 espécies foram as mais representativas desses Estágios Iniciais, seguidas de: Mimosaceae, Myrsinaceae, Euphorbiaceae, Symplocaceae, Verbenaceae, Rutaceae, Asteraceae e Rhamnaceae, todas representadas por uma única espécie.

b) Parâmetros dendrométricos
O diâmetro médio dos estágios iniciais foi de 3,51 cm, variando entre 2,76 cm (Parcela 2018) e 4,21 cm (Parcela 2002); o diâmetro mínimo foi de 1,59 cm e o máximo foi de 10,19 cm; o coeficiente de variação médio dos diâmetros foi de 30,36%, variando entre 26,13% (Parcela 2005) e 34,07% (Parcela 2018).

A altura total média dos estágios iniciais foi de 4,73 m, variando entre 3,91 m (Parcela 2018) e 5,18 m (Parcela 2002); a altura total mínima medida foi de 1,50 m e a máxima foi 10,80 m; o coeficiente de variação médio da altura total foi de 20,53%, variando entre 11,43% (Parcela 2005) e 27,97% (Parcela 2002). O número médio de indivíduos nos estágios iniciais, considerando todos os indivíduos com CAP ³ 3,0 cm, resultou 10.375,0 indivíduos/ha, variando entre 3.100 indivíduos/ha (Parcela 2005) e 27.200 indivíduos/ha (Parcela 2018). A área basal média dos estágios iniciais resultou em 8,07 m²/ha, variando entre 3,0101 m²/ha (Parcela 2005) e 16,2855 m²/ha (Parcela 2018).

O Índice de Diversidade de Shannon foi de 0,8056, variando entre 0,5940 (Parcelas 2002) e 1,1935 (Parcela 2013).

c) Distribuição de freqüências Foram encontrados 10.375,0 indivíduos por hectare nos Estágios Iniciais de Sucessão, sendo 1.500,0 menores que 3 m de altura, 8.375,0 entre 3 e 6 m de altura e 500,0 maiores que 6 m de altura, conforme Tabela abaixo.

Espécies Altura < 3 m Altura 3-6 m Altura > 6 m Total

No

%

No

%

No

%

No

%

Dodonaea viscosa

250,0

16,67

5300,0

63,28

50,0

10,00

5600,0

53,98

Baccharis semiserrata

500,0

33,33

750,0

8,96

0,0

0,00

1250,0

12,05

Sebastiania commersoniana

250,0

16,67

600,0

7,16

250,0

50,00

1100,0

10,60

Hovenia dulcis

0,0

0,00

500,0

5,97

100,0

20,00

600,0

5,78

Vitex megapotamica

0,0

0,00

550,0

6,57

0,0

0,00

550,0

5,30

Campomanesia rhombea

250,0

16,67

0,0

0,00

0,0

0,00

250,0

2,41

Matayba elaeagnoides

0,0

0,00

250,0

2,99

0,0

0,00

250,0

2,41

Myrceugenia oxysepala

250,0

16,67

0,0

0,00

0,0

0,00

250,0

2,41

Symplocos uniflora

0,0

0,00

250,0

2,99

0,0

0,00

250,0

2,41

Mimosa bimucronata

0,0

0,00

150,0

1,79

25,0

5,00

175,0

1,69

Zanthoxylum fagara

0,0

0,00

0,0

0,00

75,0

15,00

75,0

0,72

Myrsine lorentziana

0,0

0,00

25,0

0,30

0,0

0,00

25,0

0,24

Sub-total

1500,0

100,00

8375,0

100,00

500,0

100,00

10375,0

100,00

Restantes

0,0

0,00

0,0

0,00

0,0

0,00

0,0

0,00

TOTAL

1500,0

100,0

8375,0

100,0

500,0

100,0

10375,0

100,0

As 12 espécies amostradas nos estágios iniciais das florestas das Áreas de Formações Pioneiras, contribuiram com 10.375,0 indivíduos por hectare, sendo 1.500,0 indivíduos com alturas menores que 3 m, 8.375,0 entre 3 e 6 m, e 500,0 indivíduos com altura maior do que 6 m.

As 5 espécies mais abundantes nos estágios iniciais deste tipo fitogeográfico foram: Dodonaea viscosa, Baccharis semiserrata, Sebastiania commersoniana, Hovenia dulcis e Vitex megapotamica, as quais contribuiram com 82,72% dos indivíduos.

Observou-se nos estágios iniciais desta região, uma grande ocorrência de Hovenia dulcis, com 600,0 indivíduos/ha ou 5,78% do total.


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